segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Prática para Aniquilação do Eu



Todas as noites antes de adormecer:


1.  Fazer um relaxamento absoluto.
2.  Chegar ao estado de meditação.
3.  Em seguida fazer uma retrospectiva do dia que passou em busca de um evento no qual se tenha verificado a manifestação de um defeito psicológico.
4.  Reviver a cena tal como ela sucedeu.
5.  Procurar dentro de si próprio o “eu” que ocasionou o problema.
6.  Com  observação  serena,  colocar  o  “eu”  no  banco  dos  réus,  estudando  suas manifestações, reações, pensamentos, emoções, procedendo ao seu julgamento.
7.  Por fim, pedir a desintegração do “eu-problema” à Divina Mãe Kundalini.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

TÉCNICA PARA A DISSOLUÇÃO DO EU

O  Eu  exerce  controle  sobre  os  cinco  centros  inferiores  da  máquina  humana.  Esses cinco centros são: Intelecto, Movimento, Emoção, Instinto e Sexo. Os dois centros do ser humano,  que  correspondem  à  Consciência  Cristo,  se  conhecem  em  ocultismo  como Mente  Cristo  e  Astral  Cristo.  Estes  dois  centros  superiores  não  podem  ser  controlados pelo Eu. Desgraçadamente, a Mente Superior, e a Emoção Superior não dispõem destes preciosos veículos crísticos. Quando a Mente Superior se reveste com o Mental Cristo e a  Emoção  Superior,  com  o  Astral  Cristo,  nos  elevamos  de  fato  ao  estado verdadeiramente humano.

Todo aquele que quiser dissolver o Eu, deve estudar suas funções nos cinco centros inferiores.  Não  devemos  condenar  os  defeitos,  nem  justificá-los.  O  importante  é compreendê-los. É urgente compreender as ações e reações da máquina humana. Cada um  destes  cinco  centros  inferiores  tem  todo  um  jogo complicadíssimo  de  ações  e reações. O Eu trabalha com cada um destes cinco centros inferiores e, compreendendo a  fundo  todo  o  mecanismo  de  cada  um  destes  centros,  estaremos  a  caminho  de dissolver o Eu.

Na  vida  prática  duas  pessoas  reagem,  diante  de  uma  representação,  de  forma diferente. Aquilo que é agradável para uma pessoa, pode ser desagradável para outra. A diferença  está,  muitas  vezes,  em  que  uma  pessoa  pode  julgar  e  ver  com  a  mente  e  a outra pode ser tocada em seus sentimentos. Devemos aprender a diferenciar a mente do sentimento. Uma coisa é a mente e outra, o sentimento. Na mente existe todo um jogo de  ações  e de  reações  que  deve  ser  compreendido.  No  sentimento  existem  afetos  que devem  ser  crucificados,  emoções  que  devem  ser  cuidadosamente  estudadas  e,  em geral, todo um mecanismo de ações e de reações que facilmente se confundem com as atividades da mente.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

OS SETE CENTROS FUNDAMENTAIS DO HOMEM

Todo ser humano tem sete centros básicos fundamentais
  1.  O intelectual, situado no cérebro.
  2.  O centro motor ou do movimento, radicado na parte superior da espinha dorsal.
  3.  O  emocional,  que  se  acha  no  plexo  solar  e  nos  centros  específicos  nervosos  do grande simpático.
  4.  O instintivo, situado na parte inferior da espinha dorsal.
  5.  O sexual, radicado nos órgãos genitais.
  6.  O emocional superior.
  7. O mental superior.

Estes  dois  últimos  só  podem  se  expressar  através  do  autêntico  Corpo  Astral  e  do legítimo Corpo Mental.


CENTRO INTELECTUAL

Tal  centro  é  útil  dentro  de  sua  órbita.  O  grave  é  querer  tirá-lo  de  seu  campo  de gravitação. As grandes realidades do Espírito somente podem ser experimentadas com a Consciência.  Aqueles  que  pretendem  investigar  as  verdades  transcendentais  do  Ser  à base de puro raciocínio, caem no mesmo erro de alguém que, ignorando o uso e manejo dos  instrumentos  modernos  da  ciência,  tenta  estudar  a  vida  do  infinitamente  pequeno com telescópios, e a vida do infinitamente grande, com microscópios.


MOVIMENTO


Necessitamos  nos  autodescobrir  e  compreender  a  fundo  todos  nossos  hábitos.  Não devemos permitir que nossa vida siga se desenvolvendo mecanicamente. Parece incrível que,  vivendo dentro  dos  moldes  dos  hábitos,  não  conheçamos  estes  moldes que condicionam  nossa  vida.  Necessitamos  estudar  nossos hábitos,  necessitarmos compreendê-los.  Eles  pertencem  às atividades  do  centro  do  movimento.  É  necessário nos auto-observar na maneira de viver, atuar, vestir, andar, etc. O centro do movimento tem muitas atividades. Os esportes também pertencem ao centro do movimento. Quando a mente interfere neste centro, o obstruí e danifica, porque ela é muito lenta e o centro do movimento é  muito  rápido.  Todo  mecanógrafo  trabalha  com  o  centro  do movimento,  e, como é natural, pode se equivocar no teclado se a mente chegar a interferir. Um homem, manejando um automóvel, poderia sofrer um acidente, se a mente chegasse a interferir.


CENTRO EMOCIONAL


O  ser  humano  gasta  suas  energias  sexuais  torpemente  com  o abuso  das  emoções violentas:  cinema,  televisão,  partidas  de futebol,  etc.  Devemos  aprender  a  dominar nossas emoções, é necessário pouparmos nossas energias sexuais.


INSTINTO


Existem  vários  instintos:  o  instinto  de  conservação,  o  instinto sexual,  etc.  Existem, também,  muitas  perversões  do  instinto.  No fundo  de  todo  ser  humano,  existem  forças sub-humanas instintivas, brutais, que paralisam o verdadeiro espírito de amor e caridade. Estas  forças  demoníacas  devem,  primeiro,  ser compreendidas  e,  logo,  submetidas  e eliminadas.  São  forças  bestiais:  instintos  criminais,  luxúria,  covardia,  medo,  sadismo sexual, bestialidades sexuais, etc. Necessitamos estudar e compreender profundamente essas forças sub-humanas, antes de  poder dissolvê-las e elimina-Ias.

SEXO

O  sexo  é  o  quinto  poder  do  ser  humano.  Ele  pode  liberar  ou escravizar  o  homem.Ninguém  pode  chegar  a  ser  íntegro,   ninguém  pode  se  realizar  a  fundo  sem  a  força sexual. Nenhum celibatário pode chegar à realização total. O sexo é o poder da Alma. O Ser  humano  íntegro  se  logra  com  a  fusão  absoluta  dos  pólos  masculino  e  feminino  da Alma. A força sexual se desenvolve, evolui e progride em sete níveis (os sete níveis da Alma). No mundo físico, o sexo é uma força cega de atração mútua. No Astral, a atração sexual se fundamenta na afinidade dos tipos, segundo suas polaridades e essências. No mental, a atração sexual se realiza segundo as leis da polaridade e da afinidade mental. No plano causal, se realiza sobre a base da vontade consciente. É,  precisamente neste plano das causas naturais, onde se realiza conscientemente a plena unificação da Alma. Realmente  ninguém  pode  chegar  à  glória  plena  do  Matrimônio  Perfeito,  sem  ter alcançado este quarto estado de integração humana.

MORTE ABSOLUTA 


Compreendendo as atividades íntimas dos cinco centros inferiores, descobrimos todo o processo do Eu. O resultado desse auto-descobrimento é a morte de Satã (o tenebroso Eu lunar).

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O EU PLURALIZADO E A MÁQUINA HUMANA

Esta questão do mim mesmo, o que eu sou, isso que pensa, sente e atua é algo que devemos auto-explorar para conhecermos profundamente.

Existem  por  toda  parte  belas  teorias  que  atraem  e  fascinam,  não  obstante,  de  nada serviria tudo isso se não conhecêssemos a nós mesmos.

É  fascinante  estudar  astronomia  ou  distrair-se  um  pouco  lendo  obras  sérias, entretanto, resulta irônico converter-se em um erudito e não saber nada sobre si mesmo, sobre o eu sou, sobre a personalidade humana que possuímos.

Cada  qual  é  muito  livre  para  pensar  o  que  queira  e  a  razão  subjetiva  do  "Animal Intelectual", equivocadamente chamado homem, dá para tudo, tanto pode fazer de uma pulga um cavalo, como de um cavalo uma pulga. São muitos os intelectuais que vivem
jogando com o racionalismo, e depois de tudo o que sucede?

Ser erudito não significa ser sábio. Os ignorantes ilustrados abundam como a erva má e não somente não sabem como também nem sequer sabem que não sabem.

Entenda-se  por  ignorantes  ilustrados  os  sabichões  que  crêem  que  sabem  e  nem sequer conhecem a si mesmos.

Poderíamos  teorizar  brilhantemente  sobre  o  eu  da  Psicologia,  porém  não  é  isso precisamente o que nos interessa.

Necessitamos conhecer a nós mesmos por via direta, sem o processo deprimente da opção.  De  modo  algum  seria  isto  possível  sem  nos  auto-observarmos  em  ação,  de instante a instante, de momento a momento. Não se trata de nos ver através de alguma teoria ou de uma simples especulação intelectiva. Vermo-nos diretamente tal qual somos é  o  interessante,  e  somente  assim  poderemos  chegar  ao  conhecimento  verdadeiro  de nós mesmos.

Ainda que pareça incrível estamos equivocados com respeito a nós mesmos. Muitas coisas que cremos não ter, temos e muitas que cremos ter, não temos.

Temos  formado  falsos  conceitos  sobre  nós  mesmos  e  devemos  fazer  um  inventário para sabermos o que nos sobra e o que nos falta.

Suponhamos  que  temos  tais  ou  quais  qualidades  que,  em  realidade,  não  temos  e muitas virtudes que possuímos, certamente, as ignoramos.

Somos  pessoas  adormecidas,  inconscientes  e  isso  é  grave.  Desafortunadamente, pensamos  de  nós  mesmos  o  melhor  e  nem  sequer  suspeitamos  que  estamos adormecidos.

As sagradas escrituras insistem na necessidade de despertar, porém não explicam o sistema para se lograr esse despertar.

O pior do caso é que são muitos os que têm lido as sagradas escrituras e nem sequer entendem que estão adormecidos.

Todo mundo crê que conhece a si mesmo e nem remotamente suspeita que existe a Doutrina dos Muitos.

Realmente o eu psicológico de cada qual é múltiplo e sobrevém sempre como muitos.

Com isto queremos dizer que temos muitos “eus” e não um só como sempre supõem, os ignorantes ilustrados.

Negar a Doutrina dos Muitos é fazer de tolo a si mesmo, pois de fato seria o cúmulo dos cúmulos ignorar as contradições íntimas que cada um de nós possui.

Vou  ler  um  jornal,  diz  o  eu  do  intelecto;  ao  diabo  com  tal  leitura,  exclama  o  eu  do movimento;  prefiro  ir  dar  um  passeio  de  bicicleta.  Passeio  que  nada,  pão  quente,  grita um terceiro em discórdia, prefiro comer tenho fome.

Se  pudéssemos  nos  ver  em  um  espelho  de  corpo  inteiro,  tal  qual  somos, descobriríamos por nós mesmos, de forma direta, a Doutrina dos Muitos.

A personalidade humana é tão somente uma marionete controlada por fios invisíveis.

O eu que hoje jura amor eterno pela Gnose é mais tarde substituído por outro eu que nada tem a ver com o juramento, e, então, o sujeito se retira.

O eu que hoje jura amor eterno a uma mulher é mais tarde substituído por outro que nada tem a ver com esse juramento, então, o sujeito se enamora de outra e o castelo de cartas se vai ao chão.

O  "Animal  Intelectual",  equivocadamente  chamado  homem,  é  como  uma  casa  cheia de muita gente.

Não  existe  ordem  nem  concordância  alguma  entre  os  múltiplos  “eus”,  todos  lutam entre si e disputam a supremacia. Quando algum deles consegue o controle dos centros capitais da máquina orgânica, se sente o único, o amo, entretanto, no final é derrotado.

Considerando as coisas deste ponto de vista, chegamos à conclusão lógica de que o "Mamífero Intelectual" não tem verdadeiro sentido de responsabilidade moral.

Inquestionavelmente, o que a máquina diga ou faça, em um dado momento, depende exclusivamente do tipo de eu que a controle nesses instantes.

Dizem  que  Jesus  de  Nazaré  tirou  sete  demônios  do  corpo  de  Maria  Madalena,  sete “eus”, viva personificação dos sete pecados capitais.

Obviamente  cada  um  destes  sete  demônios  é  uma  cabeça  de  legião,  portanto, devemos  assentar  como  corolário  que  o  Cristo  Íntimo  pôde  expulsar  do  corpo  de Madalena milhares de “eus”.

Refletindo  sobre  todas  essas  coisas,  podemos  inferir  claramente  que  a  única  coisa digna que possuímos em nosso interior é a Essência, e desafortunadamente a mesma se encontra engarrafada entre todos esses múltiplos “eus” da Psicologia Revolucionária.

É  lamentável  que  a  Essência  se  processe  sempre  em  virtude  de  seu  próprio condicionamento.

Inquestionavelmente,  a  Essência  ou  a  Consciência,  que  é  o  mesmo,  dorme profundamente.



Fonte: V. M. Samael Aun Weor: A Grande Rebelião.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Natal Todo Dia - Roupa Nova

Não podemos nos esquecer que o verdadeiro Natal é fazer com o nosso Cristo Interior nasça em nossos corações...
Só mudando, só tentando e somente com a Vontade poderemos fazer esse Natal dentro de nós mesmos.




Um Feliz Natal a todos!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Contemplação




O amor é a única flor que desabrocha sem a ajuda das

estações!

Khalil Gibran

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Contemplação




‎"Árvores são poemas que a terra escreve para o céu.  Nós as

derrubamos e as transformamos em papel para registrar todo 

nosso vazio."



Khalil Gibran

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Contemplação


"Felicidade não é a ausência de problemas, mas a habilidade


para lidar com eles."

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O Simbolismo do Natal IX - Buda e o Cristo - Árvore da Vida

"Buda e Jesus, ou Buda e o Cristo, se complementam dentro de nós. Vou contar a vocês um caso insólito acontecido certa vez em que me vi dentro de um templo budista no Japão. Dissertava diante daquela congregação sobre o Cristo.

Começou a surgir um certo rumor entre os monges, pois eu estava em pleno monastério budista. De fato, os monges se dirigiram ao mestre e lhe contaram que ali estava um homem falando sobre o Cristo.

Eu esperava que aquele monge viesse furioso me dar pauladas, mas felizmente nada disto aconteceu. Perguntou-me: "Como é que você fala sobre o Cristo aqui, em um templo budista"? E lhe respondi: "Com profundo respeito por essa congregação, permito-me dizer-lhe que o Cristo e o Buda se complementam".

Então pude ver com assombro que aquele mestre concordou e disse: "Assim é, o Cristo e o Buda se complementam", afirmando isso diante de todos os monges. E logo me falou por um Koan, dando-me a entender que o Cristo e o Buda são dois fatores íntimos que cada pessoa leva em seu interior.

Fez com que trouxessem um fio, com o qual uniu o dedo polegar direito ao dedo polegar esquerdo.

Eu entendi o Koan, pois estou acostumado à dialética da consciência. Com isso, ele quis me dizer que o Cristo e o Buda estão ligados dentro de nós mesmos, são dois aspectos de nosso próprio Ser.

E isso pode ser explicado precisamente à luz da Árvore da Vida. O Buda naturalmente é formado por esses dois princípios, Chesed e Geburah. Em linguagem rigorosamente teosófica, diríamos Atman-Buddhi; este é o Buda interior.

E quanto ao Cristo, vejamo-lo aqui em Chockmah.

Assim, o Cristo, através de Binah, que é o sexo, vem a ficar conectado com o Buda em Chesed e Geburah. Cristo e Buda são partes de nosso próprio Ser. Então, o porvir esotérico e religioso da humanidade de amanhã terá igualmente o melhor do esoterismo crístico e o melhor do esoterismo budista, isto é, o esoterismo crístico e o esoterismo budista têm que integrar-se, fundir-se, pois Cristo e Buda são duas partes de nosso próprio Ser.

O Buda Gautama Sakyamuni veio realmente ensinar-nos realmente a doutrina de Chesed e Geburah, a doutrina do Íntimo, a doutrina do Buda interior.

Quanto a Jeshua Ben Pandira, veio ensinar-nos a doutrina do Cristo, de Chockmah, que é o Cristo; veio ensinar-nos a doutrina da alma humana, a doutrina de Tipheret, a doutrina do Cristo Íntimo.

Gautama nos trouxe a doutrina do Buda Íntimo e Jesus de Nazaré nos trouxe a doutrina do Cristo Íntimo. Cada um deles nos trouxe uma mensagem de nosso próprio Ser. Cristo e Buda se complementam, estão dentro de nós mesmos, isso é óbvio.

Entendendo tudo isso, meus queridos irmãos, bem vale a pena trabalhar para algum dia chegar a receber a Iniciação Venusta, isto é, a iniciação de Tipheret, o Natal do Coração."

Mensagem de Natal deixada pelo V. M. Samael Aun Weor, em 1975.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Simbolismo do Natal VIII - Árvore da Vida - Cabala

"Quando alguém estuda a Árvore da Vida, tem que aprofundar-se nos 10 Sefirotes da Cabala Hebraica.

Desta vez, vou falar sobre os 10 Sefirotes não de cima para baixo, mas, ao contrário, de baixo para cima, pois, como me disse em certa ocasião o Conde de Saint-Germain, “agora por estes tempos nos cabe trabalhar de baixo para cima...“ É verdade, não nos resta outro remédio, já que a humanidade está demasiado materializada.

Pois bem, vou então falar sobre a Árvore da Vida começando de baixo para cima. O primeiro Sefirote é Malkhut. Mas esse Malkhut propriamente dito é o mundo físico em que vivemos, o mundo tridimensional de Euclides, isso é óbvio. Os cientistas podem conhecer a mecânica dos fenômenos, mas, que sabem eles sobre o fundo vital? Nada! Absolutamente nada!

Um corpo físico é composto de órgãos - por isto é chamado organismo - os órgãos de células, estas de moléculas e as moléculas de átomos. Se fracionarmos qualquer átomo, liberamos energia.

Os cientistas podem jogar com a biomecânica dos fenômenos, mas não podem criar vida. É impossível. Se colocarmos sobre a mesa de laboratório as substâncias químicas que compõem os gametas masculino e feminino, isto é, espermatozóides e óvulos, e dissermos aos cientistas que fabriquem esses gametas, não nego que possam fazê-lo; é possível que com poderosos microscópios o consigam. Mas estamos absolutamente seguros de que esses gametas artificiais jamais conseguiriam criar um organismo humano.

Apesar de terem criado foguetes que viajam à Lua, aviões supersônicos, etc., os cientistas não são capazes de criar uma simples semente vegetal artificial, com possibilidades de germinação. 

Alfonso Herrera, o grande sábio mexicano, que criou a teoria da Plasmogenia, fabricou uma célula artificial, mas foi uma célula que nunca teve vida, uma célula morta. 

Podem passar sementes vegetais, de café por exemplo, de um solo a outro; podem passar a semente de uma pessoa a outra pessoa, fazer inseminações artificiais, tudo isto é possível.

Mas apenas joga-se com o que a natureza fez. Os cientistas não são capazes de fabricar uma semente com possibilidade de se converter em algo vivo. Isso nunca se viu, e jamais se verá.

Conclusão: a vida é algo diferente; o organismo humano necessita de um "nisus formativus", como disse Emmanuel Kant, o filósofo de
Koenisgsberg, para sustentar-se. E esse "nisus formativus" é o corpo vital, ou "lingam sharira" dos hindus, a base vital da célula viva, o Yesod da Cabala Hebraica.

Assim como nosso corpo físico tem, para sua conservação e sustentação, seu corpo vital, também o têm as plantas e qualquer organismo que tenha vida, e o tem todo o planeta Terra.

Assim, todo o mundo terráqueo tem sua vitalidade, seu fundamento vital, seu Yesod. E nesse Yesod do mundo terráqueo está a vida de nosso mundo.

Aprofundando um pouco mais, poderíamos examinar o assunto da quinta coordenada. Além do mundo vital, existe o mundo astral. No mundo astral vivem os desencarnados, depois que abandonam o corpo físico; no mundo astral encontramos as colunas de anjos e de demônios. O mago pode aprender a trabalhar no mundo astral, se é essa sua vontade. Nós ensinamos sistemas mediante os quais é possível entrar no mundo astral à vontade.

Esse mundo astral é precisamente o Hod cabalístico. Mais além do mundo astral, encontramos o mundo da mente cósmica, o famoso Netsach dos hebreus. A Terra tem mente; a mente cósmica ou a mente planetária está em tudo o que é, que foi e que será. Nossa própria mente é uma fração da mente planetária, isso é óbvio. E essa mente planetária ou mundo mental é denominada Netsach (na Cabala), mas o mundo da mente foi amplamente estudado por todas as Escolas de Regeneração.

Continuando essa análise da Árvore da Vida, entramos no mundo das causas naturais, o mundo causal. O mundo causal é realmente o templo da Fraternidade da Luz Interior, que não foi construído por mãos humanas.

No mundo causal encontramos as diversas correntes de causação cósmica; todo efeito tem sua causa, toda causa produz um efeito. Toda causa se transforma em efeito, e o efeito por sua vez se converte em causa de um novo efeito; as causas e os efeitos estão devidamente encadeados.

No mundo causal propriamente dito está este princípio do homem conhecido como alma humana, que foi denominado Tipheret, e isso é bastante interessante.

A alma humana é masculina, a alma espiritual é feminina. No mundo de Tipheret encontramos a alma humana, o que temos de humano. Quando o Cristo Íntimo vem em nossa ajuda, obviamente haverá de surgir em nós desde Tipheret, isto é, no mundo causal, porque no mundo causal estão as causas de nossos erros, e Ele tem que eliminar as causas de nossos erros.

Para que o Cristo Cósmico possa nascer em nós, é necessário que se
humanize, pois é uma força cósmica e universal, latente em todo átomo do infinito. Para humanizar-se, terá que penetrar no ventre da Divina Mãe Kundalini. Como poderíamos entender isso?

Dentro de nós está nosso Pai que está em segredo, e também está nossa Divina Mãe Kundalini.

Quando o Eterno Masculino Divino se desdobra no Eterno Feminino, surge a Mãe Divina; ela recebe em seu ventre o Logos, quando Ele desce de sua elevada região, e nasce d'Ela; por isso se diz que Ela é virgem antes do parto, no parto e depois do parto. E é d'Ela que deve nascer esse menino Jesus, esse Jesus Cristo Íntimo, ou Jeshua particular que há de vir para salvar-nos.

Ele surge então na alma humana, quando alguém recebe a iniciação de Tipheret. Ele vem a expressar-se na alma humana, no mundo causal. De fato Ele surge ali, para poder eliminar as causas de nossos erros, que estão ali.

Muito além do mundo de Tipheret, ou mundo das causas naturais, está Geburah, que é o mundo da alma espiritual. Em budismo rigoroso se chama mundo búdico ou intuicional. Também é chamado de o mundo da alma-espírito.

O que é então o Buddhi? No Buddhi está nossa alma-espírito, a Valquíria, a Rainha dos Jinas, Guinevere, aquela que a Lancelote servira o vinho, nas taças delícias de Sucra e de Manti. Recordemos Dante, quando fala das duas almas, a que trabalha e a outra que se contempla no espelho... São duas almas, uma masculina e outra feminina. Geburah é também conhecido como o mundo do rigor, da lei, da justiça.

Muito além desse Sefirote, encontramos o sétimo Sefirote, Gedulah, que alguns chamam também Chesed. Esse Chesed é o mundo do Íntimo, o mundo de Atman, o Inefável.

O testamento da Sabedoria Antiga diz: "Antes que a falsa aurora amanhecesse sobre a Terra, aqueles que sobreviveram ao furacão e à tormenta louvaram o Íntimo, e a eles apareceram os arautos da aurora!” O Íntimo é Atman, o Inefável, Chesed.

Assim, poderíamos dizer que esses sete Sefirotes são a Manifestação.

Muito além desses sete Sefirotes inferiores, vêm os Sefirotes superiores.

Binah, que é Binah? Binah é o Espírito Santo, em cada um de nós. O
mundo do Espírito Santo é formidável, maravilhoso, extraordinário. Mais além do mundo do Espírito Santo está o mundo de Chockmah, o mundo do Logos, do Cristo Cósmico.

E muitíssimo além está o mundo de Kether, o mundo do Ancião dos Dias, nosso Pai que está em segredo. Cada um de nós tem seu Pai, particular, individual. Há tantos Pais no céu como pessoas na Terra, e ainda mais.

Cada um de nós tem o seu. É óbvio que ninguém será capaz de ver o Pai, de conversar com Ele cara a cara, sem morrer.

Isto é, primeiro tem que morrer o Ego, não o corpo, mas o Ego, para então ter a bem-aventurança de ver o Pai e conversar com Ele frente a frente.

Do contrário, não seria possível. É necessário que o Ego morra, se não totalmente, em pelo menos noventa por cento para se ter a benção de ver o Pai e conversar com Ele cara a cara, pessoalmente. Ele é a Bondade das Bondades, o Oculto do Oculto, a Misericórdia das Misericórdias.

Esta é a Árvore da Vida, os Dez Sefirotes da Cabala Hebraica. O Filho do Homem está no Sefirote Tipheret; é aí onde está o Filho do Homem. Se olhamos a Tipheret, vemos que é o quinto dos Sefirotes, isto é, está a meio caminho entre os Sefirotes de cima e os de baixo.

É que Ele, como Filho do Homem que é, na alma humana terá que expressar-se e terá que reunir os Sefirotes de baixo e os de cima, integrá-los em Si mesmo, para transformar-se realmente no Adam Kadmon, isto é, no Adão Celeste, no Adão Solar. Quando isto for feito, estaremos convertidos em Deuses terrivelmente divinos, além do Bem e do Mal.

Assim, sem o Cristo, que vem manifestar-se em Tipheret, não seria possível chegar a tão tremendas alturas. O Senhor é fundamental para a Grande Obra. Ele é o Magnésio Interior da Alquimia.

Compreendendo então a Árvore da Vida, saberemos também o que é o Filho do Homem, tal como figura na Bíblia. Mas não poderíamos saber o que é o Filho do Homem se não estudássemos a Árvore da Vida no Zohar."

Mensagem de Natal deixada pelo V. M. Samael Aun Weor em 1975.